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Por que nunca pagar com a mesma moeda?

A vida humana tem uma dinâmica interessante, em que um de seus pilares é o senso de justiça ou de equilíbrio entre dar e receber. Esse ponto é uma das três leis sistêmicas do psicoterapeuta alemão Bert Hellinger, que nos permite entender as relações humanas e, inclusive, algumas famosas citações.

Para qualquer tipo de relacionamento saudável (seja de família, conjugal, de trabalho ou uma amizade) é necessário que ocorra um equilíbrio entre o que uma pessoa oferece e o que ela recebe.

Imagine um casal: a esposa “trabalha fora”, cuida sozinha da casa e dos filhos, prepara o jantar e ainda oferece carinho ao marido, que, por sua vez, fica o dia todo fora de casa, sai com diversas mulheres, retorna bêbado para casa, reclama do sabor da carne e ignora a esposa e os filhos. A entrega de cada um nesse relacionamento é proporcional? De forma alguma, então, obviamente, essa esposa, em determinado momento se sentirá injustiçada e terá uma reação de vingança para refletir esse dano sofrido ou buscará em outra pessoa o que ela considera que deveria receber nessa relação, a fim de buscar um equilíbrio.

Sempre que há um desequilíbrio nessa balança “dar/receber”, como o citado acima, o relacionamento começa a demonstrar problemas, que podem afetar apenas os envolvidos ou expandir-se para a sociedade como um todo.

Por exemplo, por que não devemos “pagar com a mesma moeda” ou “retribuir o mal com o mal” ou ainda ouvimos tanto falar que “violência gera violência”? Porque faz tanto sentido as afirmações (com foco positivo ou negativo, atribuídas respectivamente a Jesus Cristo e a Confúcio): “[Não] faça ao outro o que [não] quer que seja feito a você” ?

Segundo Hellinger, quando você faz o bem a alguém, via de regra, essa pessoa inconscientemente se sente em dívida e então é estimulada a retribuir esse benefício com alguma compensação, às vezes ainda maior do que aquilo que recebeu. O mesmo vale quando você pratica o mal contra alguém. Esse indivíduo terá uma necessidade, mesmo que inconsciente, de compensar esse mal com uma vingança ainda maior, a fim de não “sair no prejuízo”.

Isso é nítido até nas chamadas “brincadeiras de mau gosto” feitas por crianças. Se um menino A joga farinha nos olhos do menino B, este retribuirá quebrando um ovo na cabeça de A. Por sua vez, sentindo-se prejudicado pela vingança desproporcional, o garoto A puxará a cadeira quando o B for sentar, gerando uma queda e ferimento. Sentindo-se no prejuízo, o menino B reunirá vários coleguinhas para baterem no garoto A… Perceba que geralmente a resposta vingativa ocorre em uma intensidade ligeiramente maior do que a sofrida e, com isso, esse conflito entra em um ciclo vicioso e se intensifica a cada agressão. Não é a toa que grandes Guerras muitas vezes tem como ponto de partida um pequeno conflito.

Autor: Wésley de Sousa Câmara

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