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Pecado é cometer atos imorais?

O que é pecado pra você? Cometer alguns atos imorais? Se acha que sim, está enganado! Pecado é não cumprir a Lei de Deus (errar o alvo da perfeição) e por isso TODOS somos um “pecado ambulante”. Pecado não é o que você faz e sim, o que você é.

“Pregar contra o pecado” é pregar contra essa transgressão da Lei que todos nós igualmente praticamos. Porém, essa pregação só tem sentido se for para dizer em seguida: “o Evangelho é o anúncio da sua salvação apesar de você ser pecador”. Pregar contra atos imorais (“pecados”) no sentido de achar que será mais santo ou que “agradará a Deus”é uma ingenuidade e  antropocentrismo sem tamanho.

Pecado VS atos imorais

Mas e nossos “pecados” (atos imorais)? Baseado na mensagem da Cruz, eles são apenas um problema existencial, que devem ser evitados por serem ilusões que só trazem danos para sua vida. Por exemplo, mentir não é o ideal de Deus para o homem, pois em Cristo não vemos espaço pra isso, logo, proferir mentiras é um ato que erra o alvo da perfeição (é “cometer um pecado”). Quer dizer então que se eu mentir eu não perco minha salvação? A menos que você creia em uma cruz mais fraca que uma falha humana, claro que não! Sua salvação não está em jogo. Ela é por Graça (favor imerecido) e não, por mérito seu!

Somos todos pecadores

O problema entre Deus e o Pecado que nós somos (e que são evidenciados por nossos atos – os nossos “pecados”) foi resolvido em Cristo. Está pago! Está consumado! Tetelestai! Então vamos cair na gandaia? Claro que não, pois nossa vida passou a ser “guiada pelo Espírito”. Quem entende a grandeza da salvação é constrangido em amor; entra em um estado de gratidão e de adoração, não conseguindo viver propositalmente de forma oposta à vontade divina. Contudo, achar que nosso sucesso em sermos “bonzinhos” atrairá o perdão e o amor divino é mais do que prepotência; é tolice! Afinal, nada que não seja a perfeição seria capaz de agradar a Deus (por isso agradamos a Deus apenas quando descansamos na fé em Cristo, que foi perfeito). O que passa disso tudo é falácia moralista e hipocrisia religiosa.

Jesus e os apóstolos deixaram claro que todos somos adúlteros (mesmo que morramos virgens, pois adultério é evidenciado já pelo desejo e não, pela consumação do ato); somos assassinos (pois até quando nos iramos contra alguém, já cometemos homicídio). Isso mesmo: todos nós somos tão assassinos, perante Deus, quanto aquele homem bomba que matou centenas de crianças. A única diferença é a consequência terrena dos atos. Se você mata, será punido, preso ou morto (dependendo do contexto em que esteja). Mas não ache que por ter apenas ofendido seu irmão, em vez de ter cravado uma faca em suas costas, faz de você menos assassino.

A boa notícia

Se não fosse o Evangelho, ninguém participaria do Reino de Deus. Paulo deu uma lista de pessoas que ficariam fora desse Reino e quando entendemos o que é realmente o pecado, concluímos: “ninguém, inclusive eu, pode herdar o Reino de Deus”. Por isso, Jesus nos mostra que podemos sim, não pelo que somos e sim, pelo que Ele é. Entretanto, infelizmente vemos pessoas pegarem esses textos bíblicos para condenarem aqueles que julgam “mais pecadores do que eles”. Não tiram a trave dos olhos…

Fuja dos cristianismos rasos e das narrativas religiosas pseudomoralistas. E não se iluda: se você precisa de uma teologia repressora para controlar seus impulsos maldosos e seus atos imorais, continue seguindo essa religião. Do contrário, você será um veneno para a sociedade. Se você não procura ser uma boa pessoa por amor ao próximo e por consciência, procure ser bom por medo ou por culpa mesmo. Demonstra uma mentalidade desprezível, porém a humanidade agradece por sua repressão.

Autor: Wésley de Sousa Câmara

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