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A Regra de ouro de Jesus Cristo

    A frase “Não faça aos outros o que você não quer que seja feito a você” (também chamada de “regra do ouro”), muito conhecida no mundo todo, é utilizada desde a antiguidade por diferentes povos. Sua origem é discutível (alguns atribuem ao sábio chinês Confúcio), mas o fato é que praticamente todas as religiões baseiam-se nessa ideia, inclusive o judaísmo e o cristianismo. No livro de Tobias (ausente nas “versões protestantes” da bíblia), por exemplo, pode-se encontrar essa máxima no versículo 15 do capítulo 4. Porém, segundo os evangelhos, Cristo parece não ter ficado completamente satisfeito com esse pensamento.

A regra de ouro de Jesus Cristo

     Em Mateus 7:12, Jesus usa esse conceito em um de seus ensinos, mas com uma importante modificação:
“Assim, em tudo, façam aos outros o que vocês querem que eles lhes façam; pois esta é a Lei e os Profetas”.
     Para muitos, o que Ele fez foi apenas uma reprodução de um pensamento já conhecido por todos, mas se analisarmos a fundo veremos que Ele mudou totalmente o foco. Enquanto o provérbio “original” ensina a não realizar algo ruim (“não faça”), Jesus ensina algo mais profundo. Ou seja, ao invés de colocar uma proibição e de ensinar a deixar de fazer o mal, Ele mostra que devemos fazer o bem ao nosso semelhante! Com um olhar superficial pode não transparecer a diferença, mas é como aquela história atribuída a Albert Einstein: “O mal não existe; é, na verdade, a ausência do bem”. Portanto, se não quero o mal para mim, não tenho que deixar de fazer o mal, e sim, fazer o bem!

Omissão VS Ação

     É possível perceber também que Jesus foi muito mais exigente do que os sábios antigos. Quando Ele troca a forma negativa pela positiva, passa a exigir de nós uma atitude e não mais um simples “cruzar de braços”. Não quer que deixemos de fazer isso ou aquilo, mas que assumamos responsabilidades e façamos algo, segundo a Sua vontade. Dessa forma, o foco que era o indivíduo (que não deveria fazer alguma coisa) passa a ser a ação praticada por ele.
     Após essa análise um pouco filosófica, pode ser que alguns leitores estejam se perguntando: “Então Jesus e o cristianismo foram profundamente influenciados por religiões e idéias orientais (como o budismo e o confucionismo)?” Claro que toda religião e indivíduo sofre influência de seu contexto sociocultural/religioso, mas isso não significa que Jesus só fez essa afirmação por ter tido influência de outros sábios. O cristianismo tradicional confessa que Cristo é Deus encarnado, logo, jamais seria influenciado por opiniões humanas. Deus conhece todas as coisas e seus ensinos são sempre eternos e imutáveis, ao passo que os homens pregam idéias certas (como a “regra de ouro”) e erradas, universais e relativas, duradouras e transitórias. Percebem a diferença?
     Quando nasceu, Jesus teve contato com magos do oriente, que tinham uma religião não judaica, e não houve nenhum problema (“contaminação”) nisso. O fato de não serem judeus não significa que eram ignorantes e desconhecedores de tudo (embora a maioria dos cristãos e dos judeus atuais tenha uma mente fechada e pense dessa forma). Lembremo-nos da história bíblica de Melquisedeque, que não pertencia à linhagem de Abraão. Era um “estranho” que surgiu “do nada” e pouca informação se tem sobre ele, mas os relatos bíblicos dão conta de que Deus estava com este homem. Não pretendo, neste texto, discutir esta ou aquela religião. Apenas quero destacar que nem tudo o que se tem fora do judaísmo ou do cristianismo é ruim (assim como nem tudo que se tem dentro deles é bom). Há virtudes, sim, em outras religiões, que devem ser destacadas, e alguns de seus ensinos deveriam estar presentes no coração de todo homem, independente da sua crença. Isso inclui o amor ao próximo, o respeito, a compreensão…

Conclusão

     Como foi dito no início deste texto, o judaísmo e o cristianismo estão baseados na regra do ouro (modificada para uma versão afirmativa) e não foi apenas esse ensino de Cristo que mostra isso. Em Mateus 22:37-40, Jesus deixa claro:
“E Jesus disse-lhe: Amarás o Senhor teu Deus de todo o teu coração, e de toda a tua alma, e de todo o teu pensamento. Este é o primeiro e grande mandamento. E o segundo [mandamento], semelhante a este, é: Amarás o teu próximo como a ti mesmo. Destes dois mandamentos dependem toda a lei e os profetas” Mateus 22:37-40.
     É nítido que “amar o próximo como a si mesmo” é uma expansão da famosa regra do ouro, defendida por inúmeros povos. Entretanto, isso não significa que este ensino existe devido à adoção universal desse conceito. Alguém, em um passado distante refletiu sobre a grandeza da vida e percebeu que o amor e a compaixão são essenciais para uma vida de paz e de harmonia e isso deveria estar no coração de todos nós, independente da religião. E essa é uma verdade universal (até em Levítico 19:18 vemos tradições judaicas fazendo referência a isso). Portanto, concluímos que se ninguém tivesse percebido isso antes, Deus teria feito de alguma forma essa revelação aos homens. Contudo, essa regra de convivência precisou apenas ser aperfeiçoada (atribuindo mais responsabilidade a cada pessoa) e confirmada por Ele, na pessoa de Cristo.
     Trazendo isso tudo para a atualidade, o que estamos fazendo pelo nosso próximo? Ajudando-o ou condenando-o? Ensinando-o ou humilhando-o? Estendendo as mãos ou empurrando-o para o buraco?

Autor: Wésley de Sousa Câmara 

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