Ad Clicks :Ad Views : Ad Clicks :Ad Views : Ad Clicks :Ad Views : Ad Clicks :Ad Views : Ad Clicks :Ad Views : Ad Clicks :Ad Views : Ad Clicks :Ad Views : Ad Clicks :Ad Views : Ad Clicks :Ad Views : Ad Clicks :Ad Views : Ad Clicks :Ad Views : Ad Clicks :Ad Views :
img

Festa Junina: sendo cristão, posso participar?

     Podemos dizer que a festa junina já está arraigada na cultura brasileira, pois é celebrada em todo o território nacional há muito, mas muito tempo. Porém, os evangélicos não veem com bons olhos essa celebração, já que, entre outros motivos, seria uma festa pagã, realizada por católicos em homenagem a santos. Diante disso surge a dúvida: posso ou não participar de festas juninas?
     Os leitores do site Bíblia a Fundo sabem que sou totalmente contra listas de regras e contra essa questão de “pode ou não pode”, pois essa ideia é uma deturpação de toda a revelação que temos da Palavra de Deus. Dessa forma, não avaliarei se pode ou não, se é certo ou errado, mas direi a minha resposta a certa pergunta e logo em seguida explicarei os motivos que me levaram a ter essa opinião. E assim, cada um analise: “Convém ou não”? Vamos lá:

Se alguém o convidasse para uma festa junina, você iria?

     Se eu não tivesse nenhum compromisso marcado para a data em questão e se estivesse animado, iria sim! Não tenho motivos para condenar essa festa e muito menos para impedir, por exemplo, que meu filho dançasse quadrilha na escola. Particularmente, nunca dancei nessas festas por duas razões: primeiro, porque cresci em uma denominação evangélica legalista, que pregava ainda que qualquer coisa que você fizesse ou usasse seria “se assemelhar ao mundo” e estaria colocando a salvação em risco. Portanto, quadrilha e as comidas típicas de festa junina, nem pensar! Isso era “coisa do diabo e não, de crente”! A segunda razão é que nunca gostei muito das músicas e das danças típicas dessa festa, com todo respeito. Digamos que rodar em volta de uma fogueira e “fugir da cobra” não faz meu tipo. Mas assumo que muitas das comidas típicas são maravilhosas.

Argumentos de quem condena as festas juninas e suas refutações

É uma festa dedicada aos santos; é idolatria!

     O nome “junina” tem duas explicações: uma diz que é derivado do mês em que ocorre, e outra considera que é devido ao fato de ser uma celebração dedicada a São João (inicialmente teria sido chamada de “Festa Joanina”). Qual é a verdadeira? Não importa e não escolherei uma ou outra simplesmente para reforçar a minha opinião. De qualquer forma, devemos considerar o seguinte: a igreja católica banca muitas dessas festas e o lucro com elas é usado para as atividades da própria “igreja”. Logo, se eu gastar meu dinheiro nesses locais, eu estarei financiando o catolicismo, certo? De certa forma, sim! Mas da mesma maneira que os católicos financiam as igrejas evangélicas quando compram rifas, roupas, pizza, feijoadas ou doces para ajudar nas festividades de jovens, de crianças, de senhoras. Nesses momentos, em que o dinheiro da pessoa que professa outra religião é interessante, não vejo esse mesmo argumento sendo levantado. É muita parcialidade e desonestidade intelectual. Dois pesos e duas medidas… Esse argumento só vale para muitos quando lhes convém…
     Muitos evangélicos não levam algo em consideração: foi-se a época em que era a igreja católica a detentora dos “direitos” sobre esse evento. Atualmente (exceto em algumas regiões brasileiras, principalmente no interior) os principais realizadores dessas festas não são lideranças religiosas; são escolas, creches, empresas, famílias e grupo de amigos. Nesses casos, sequer é falado em São João. Particularmente, em toda minha vida escolar, nunca soube que os alunos eram incentivados a adorar, venerar ou rezar para algum santo nessas épocas. Eram festas comuns, em que iam pessoas de várias religiões ou ateus e todos comiam e se divertiam, como se fosse uma celebração de aniversário.
Mas digamos que seja totalmente ligada à Igreja Católica, se os que criticam tem tanta convicção que “os ídolos nada são”, como pregam, qual o motivo da preocupação?

As comidas são santificadas aos ídolos!

     Será? Não se pode descartar a possibilidade de íntima relação dos alimentos com os alguns “santos”, quando a festa é organizada pela igreja católica, mas quando é feita por pessoas que, muitas vezes, nem religiosas são, como poderia isso ocorrer? Um colégio iria se preocupar com São João, São Pedro e Santo Antonio? Um grupo de amigos que mais condena as religiões do que se identifica com alguma delas, irá realizar algo que sequer acreditam? Claro que não! O que querem, obviamente, é diversão e/ou lucro. Isso mesmo, nesse mundo capitalista o que importa para a maioria (seja Natal, Páscoa ou festas juninas) não é o motivo original da celebração, e sim, o dinheiro! Só lamento o fato de que a maioria das pessoas se tornam presas fáceis desse sistema e caem no consumismo desenfreado. Mas digamos que o diretor da escola seja um católico devoto e que santifique todos os alimentos da festa aos santos. Em seguida eu chego à festa, compro e consumo (sabendo disso ou não). E agora? Errei? Vamos refletir em I Coríntios 8:6-9, texto em que Paulo ensina sobre os alimentos sacrificados aos ídolos. Ele diz que se há um único Deus, não há sentido falar em coisas sacrificadas aos deuses, afinal são apenas enganações. E, se cremos que existe apenas um Deus, por que nos preocupamos com entidades pagãs (e podemos estender aos santos, neste caso)? Paulo dizia ainda que poderíamos comer de tudo, desde que não escandalizássemos os “fracos na fé”. Portanto, se tenho consciência disso, onde está o erro em comer milho, pamonha ou canjica nessas festas? São João (e os demais “santos”) foi um grande homem, importante na propagação das Boas Novas, mas não passa de homem! Morreu e está/estará com Deus assim como nós um dia estaremos.
     Não há sentido em adorar ou homenagear mortos. O único que morreu e que deve receber adoração e louvor é Jesus, mas veja bem: Ele é o próprio Deus que esvaziou-Se e Se fez carne. E ressuscitou! (E isso tudo não é o caso de João ou de outros “santos”). Mas como não devemos causar escândalo para os nossos irmãos mais fracos, o que podemos fazer é ensinar essas pessoas e não convidá-las para ir com você (nem precisa falar que você vai ou que foi), até que entendam que Jesus não só ia nas festas populares, como participava das mesmas, comendo e tomando vinho. Só não devemos ser motivo de tropeço para nossos irmãos (já que, na ignorância, podem achar que estamos fazendo essas coisas como idolatria), pois os amamos, correto?
“Nada há, fora do homem, que, entrando nele, o possa contaminar; mas o que sai dele isso é que contamina o homem.” (Marcos 7:15)

O cristão não pode participar de festas mundanas, em que o foco não é Deus.

     Quem faz essa alegação não deve ter ouvido falar de Cristo, que frequentava festas, que comia de tudo e que andava com os pecadores. Ele não vivia em uma “bolha”, como os “fariseus atuais” querem que vivamos. Afinal, se fosse assim, como Jesus nos ensinaria a ser sal e luz? Se for pra viver e se alegrar apenas entre os meus “irmãos”, serei sal no saleiro e um sal insípido. Pra que isso serviria?
     O que não dá pra entender (e não concordo) é o que muitos cristãos fazem nessas ocasiões. Dizem que a festa junina é do diabo e então criam o “Arraiá com Jesus”. Quanta maluquice… No fundo eles querem participar da festa tradicional, pois não veem nenhum mal nisso, mas como são proibidos pela “igreja” de participarem, dizem que é pecado e resolvem criar o mesmo evento só para “crentes”. Assim, criam a festa junina gospel, o carnaval gospel, o futebol gospel, a moda gospel… e por ai vai. Essas coisas só mostram que estão querendo ser luzes embaixo da cama. Luz é para iluminar o mundo! Jesus nunca proibiu ninguém de participar de nenhuma festa. Também nunca criou nenhuma somente para os seus seguidores. Pelo contrário, Ele levava seus discípulos para as celebrações existentes. Deixe de criar segregação e de dividir as pessoas em “guetos”.
“Vós sois a luz do mundo; não se pode esconder uma cidade edificada sobre um monte; nem se acende a candeia e se coloca debaixo do alqueire, mas no velador, e dá luz a todos que estão na casa. Assim resplandeça a vossa luz diante dos homens, para que vejam as vossas boas obras e glorifiquem a vosso Pai, que está nos céus.” (Mateus 5:14-16).

A festa junina humilha o ‘caipira’.

     Nunca percebi uma humilhação ao caipira nessa ocasião. Não é por ele ser representado como um homem com roupas rasgadas, sujo e sem dentes que há humilhação. Isso se chama caricatura! É uma representação que exagera as peculiaridades ou defeitos de pessoas ou coisas, visando provocar um efeito cômico.
     Nenhuma regra, costume ou tradição pode se comparar aos ensinos de Jesus. Ele é a revelação plena e perfeita de Deus aos homens, de forma que o que está nEle é o modelo perfeito de humanidade, o ideal de Deus para cada um de nós.

Conclusão

     Se tiver vontade de se vestir de caipira para se divertir e se achar que deve ir, vá; se quiser encher a barriga de milho, bom apetite! Na Palavra de Deus não cabe listinha de “pode e não pode” e tampouco o fato de você ir ou não será (ou deixará de ser) mais um “pecado”. A questão aí é apenas sua consciência. Julgue se convém ou não ir e esse julgamento é individual. O que convém a mim pode não convir a você e vice-versa. Analise a si mesmo e viva consciente de suas escolhas. Deixe de ser marionete, de ser manipulado para fazer ou deixar de fazer algo. Porém, se deseja prestar uma homenagem a São João ou fazer um pedido de casamento a Santo Antonio, também é questão sua e não deve achar que todos vão a esses eventos com o mesmo objetivo que você! Só lamentarei se seu foco for esse. É sinal que não entendeu nada da mensagem da Cruz. Mas nunca se coloque como parâmetro para julgar o seu próximo.
Então, se a sua consciência o deixa tranquilo, aproveite; se ela o acusa ou se você ainda tem dúvidas, não participe, pois um momento de alegria pode se transformar em angústia na sua vida mais tarde, apenas por você ficar com medo e com culpa. Entenda e creia na Palavra. Mude sua mentalidade (arrependa-se) e será um discípulo de Jesus, consciente e responsável.

Romanos 14:14 = “Eu sei, e estou certo no Senhor Jesus, que nenhuma coisa é de si mesma imunda, a não ser para aquele que a tem por imunda; para esse é imunda.”

I Coríntios 6:12 = “Tudo me é permitido, mas nem tudo convém. Tudo me é permitido, mas eu não deixarei que nada domine.”

Autor: Wesley de Sousa Câmara

Atualizado em 03/06/2018.

  • Facebook
  • Twitter
  • Google+
  • Linkedin
  • Pinterest
error: Conteúdo protegido. Caso queira usar textos e imagens deste blog, entre em contato com o responsável.